quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Ilusões da impunidade

O forte sentimento de impunidade aliada a ganância pelo vil metal público tem deixado muita gente cega com a realidade, muita coisa mudou e certos indivíduos não se atentaram para isso.

Ultimamente estamos testemunhando meia dúzia de empresas que tiveram um salto exorbitante em suas atividades comerciais, muito coincidentemente depois de passarem a estabelecer contratos nebulosos com o município.


Para esses empresários emergentes da coisa pública mais uma vez fica o alerta de que foi-se o tempo em que as coisas aconteciam sem que ninguém toasse conhecimento a tempo de acionar instituições como o Ministério Público. Tem gente brincando com coisa séria, e depois não venham se fazer de injustiçados e perseguidos.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Relatos minuciosos de um contrato escandaloso | Reedição de Janeiro de 2013

Clique e denuncie
Com o novo quadro do Fantástico incentivando aos cidadãos/internautas e denunciarem os casos de corrupção em suas cidades, para colaborar com os enorme legião de indignados a exercerem sua cidadania e levar ao conhecimento da produção do programa os muitos casos de corrupção em Bom Jesus do Itabapoana. 

E para termos a maior repercussão possível é importante o quanto mais cidadãos enviarem os links com as denúncias e as devidas provas, e para facilitar esta mobilização contra os desmandos de nossa gestão pública. Temos nas imagens relacionadas ao novo quadro o acesso direto ao site do programa para enviar a denúncia, bastando copiar o link das publicações deste blog e colar no campo específico para o texto da denúncia.
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Abaixo temos um relato minucioso acerca das diversas irregularidades encontradas neste contrato entre a prefeitura e a empresa Top Mak.

01 – A primeira ilegalidade contida neste contrato está justamente na modalidade de contratação, pois se tratando de serviço de coleta de lixo e limpeza urbana, a prefeitura deveria promover uma CONCORRÊNCIA PÚBLICA para a CONCESSÃO do referido serviço, e não uma simples contratação de prestação de serviços.


02 – Na documentação apresentada pela empresa no certame licitatório 097/2011 em que “sagrou-se” vencedora, a empresa Top Mak apresentara como atestado de capacidade técnica, um suposto contrato firmado entre a citada empresa e a prefeitura de Cambuci-RJ, mais precisamente com a secretaria de meio ambiente do município para a prestação de serviço semelhante. 
Acontece que no verso do atestado em questão consta uma ressalva do CREA-RJ de que a empresa Top Mak não estaria habilitada para a prestação de tal serviço.


O mais grave veio a ocorrer em setembro de 2012 quando o Senhor Leandro Fernandes Ferreira compareceu à Delegacia de Polícia de Cambuci para registrar uma medida assecuratória de direito futuro, em que neste registro ele afirmou que não foi ele quem assinou o atestado de capacidade técnica, apontou uma série de inconsistências neste documento, e por final este informou que na data constante no atestado ele sequer era secretário de meio ambiente. 

03 A fiscalização do governo nos boletins de medições de serviços

A FARSA MONTADA NESTE CONTRATO entre a prefeitura e a Top Mak está justamente na maneira em que pratica tal contrato. Segundo consta no projeto de lei que originou este contrato, a prefeitura tem o dever de designar um servidor concursado ou efetivo do município para exercer a função de FISCALIZAR os serviços prestados pela empresa Top Mak. 
E como todos os bom-jesuenses atestam diariamente é que tal serviço é de péssima qualidade, tendo em vista que as ruas da cidade estão rotineiramente com lixo acumulado. E em março de 2012 o governo nomeou o servidor Valério G. Pinheiro para exercer tal função fiscalizadora.

O primeiro grave erro cometido pelo poder executivo se deu no fato da portaria que designa o servidor Valério G. Pinheiro para exercer a fiscalização do citado serviço em março de 2012, e esta portaria somente fora publicada em OUTUBRO DE 2012, sete meses depois de assinada. 

Em novembro de 2012 ocorreu um pequeno acidente entre um veículo da prefeitura sendo conduzido e transportando irregularmente alguns servidores da Top Mak, o que já se constitui em uma clara irregularidade, foi então que o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Rogério Lima, entrou em contato com o senhor Valério G. Pinheiro cobrando dele um relatório informando o ocorrido, inclusive a participação de servidores da Top Mak em um acidente com veículo do município.

E para surpresa do sindicalista o senhor Valério afirmou que ele não tinha conhecimento que fora designado para tal função, o que vem a ser reforçado pelo fato de haver OITO assinaturas diferentes em nome do Senhor Valério Gonçalves Pinheiro entre os boletins de medição dos meses de março de 2012 a janeiro de 2013, o que nos leva a inequívoca constatação que tal procedimento foi para o mero cumprimento de formalidades contratuais. 

E na gravação da conversa entre o senhor Valério e o presidente do sindicato nos revelam outros detalhes na condução deste contrato entre a prefeitura e a Top Mak.

Ele cita por exemplo claramente que a prefeita e o ex-secretário de obras faziam deste contrato como balcão de empregos políticos. 
Ele também afirmou que os motoristas contratados são obrigados a assinarem um termo de ciência de que estes não podem conduzir veículos oficiais da prefeitura dentre outros absurdos reveladores.

Ouçam abaixo as revelações do “Valeriogate” da Top Mak


04 - Os boletins de serviços apresentados pela empresa à prefeitura demonstram claramente que estes somente são preenchidos sem o menor critério daquilo do que realmente foi realizado, tendo por exemplo um mesmo bueiro de Rosal sendo reformado por três vezes entre os meses de maio e agosto de 2012. 
Muitas das informações são somente repetidas entre um mês e outro nessas planilhas, o que também demonstra de maneira inequívoca que estas também somente são preenchidas para o mero cumprimento de formalidades processuais de pagamento.

05 – Os boletins de medição apresentados pela empresa à prefeitura entre os meses de março de 2012 e janeiro de 2013 trás à tona um verdadeiro festival de escândalos e danos insanáveis ao erário público. 

Os pontos nevrálgicos nestes boletins se encontram na remuneração paga aos encarregados contratados pela empresa que chega a monta de R$ 3.300,00 para cada um dos dez encarregados, que faturam R$ 1.100,00 a mais que os médicos das unidades de atenção básica de saúde do município.

Porém o maior assalto aos cofres públicos detectados nesses boletins de medição se encontra nos valores pagos a título de horas trabalhadas dos dois caminhões compactadores fornecidos pela empresa. 

Entre os meses de abril de 2012 e janeiro de 2013 os valores pagos pela municipalidade por esses caminhões são exatos R$ 49.504,00 em cada mês, que se partindo do princípio que os valores pagos são provenientes de horas trabalhadas. 
Como pode os dois caminhões em todos esses meses terem trabalhado exatamente o mesmo número de horas? Sendo que é sabido de muitos que em algumas ocasiões a coleta de lixo foi realizada somente com um caminhão em virtude do outro estar danificado.

Se o governo fosse minimamente comprometido com a austeridade na aplicação dos recursos públicos, este certamente firmaria um convênio com a Fundação Nacional de Saúde para adquirir até mais de dois caminhões compactadores com uma contrapartida financeira mínima, o que demonstra que estamos diante de um inequívoco ato doloso de improbidade administrativa praticada pela prefeita do município.

06 – Outro ponto que atesta o contexto fraudulento nesses boletins de medição, está no fato de diariamente toda a população de Bom Jesus do Itabapoana testemunhar que quatro caminhões dezenas de servidores e diversas camionetes da prefeitura estarem a disposição da Top Mak para que esta dê conta do serviço para o qual fora contratada, o que demonstra a maior das irregularidades, tendo em vista que é de INTEIRA OBRIGAÇÃO A TOP MAK FORNECER OS SERVIDORES E VEÍCULOS para a realização do serviço de manutenção devias públicas, áreas verdes, limpeza urbana e coleta de lixo.


Ainda cabe salientar que em diversas ocasiões o governo utiliza diversos servidores da Top Mak para a realização de serviços que não constam na relação de obrigações contratuais entre esta empresa e a prefeitura, bastando observarmos que a equipe de montagem dos palcos nos eventos festivos do governo são todos eles contratados pela Top MaK, que também ofereceram suporte para a interdição de algumas ruas do centro da cidade para a realização do desfile escolar na festa de agosto de 2013.


Ficou indignado? Clique na imagem abaixo de denuncie no Fantástico!

domingo, 2 de novembro de 2014

Asfalto na porta | Moradores do bairro lia Márcia aguardam solução prometida no pós eleitoral

No dia 28 de setembro de 2014 a senhora-liminar anunciou em sua página pessoal no Facebook sobre a paralisação do asfaltamento das ruas do bairro Lia Márcia, o famoso Asfalto na Porta (das eleições), e no mesmo informe ela garantiu que as obras seriam retomadas depois das eleições.

Como todos sabem essa senhorinha do caos mentiu até onde pôde para sustentar sua pose de heroína do caos, mas a justiça eleitoral deu conta de nos informar que essas obras feriram a legislação vigente, foi alvo de pedido de cassação do registro de candidatura do governador Pezão.

Já se passou uma semana do segundo turno eleitoral e até o momento não há nenhum pronunciamento da senhorinha-liminar sobre a situação do bairro Lia Márcia, ela não se posiciona sobre o asfalto na porta, e muito menos em notificar oficialmente a empresa Deiferson para consertar o estrago deixado.

Vamos ver nesta semana que se inicia se a senhora leviana dê o ar da graça para findar com a desgraça do bairro Lia Márcia.

sábado, 1 de novembro de 2014

Concorrência Pública 001/14 | Novos rumores que alimentam os indícios

A licitação milionária do calçamento de ruas que foi representada no MPRJ e no MPF se tornou assunto obrigatório em alguns setores ligados à administração pública municipal, os rumores e as informações correm em uma velocidade impressionante e bastando ter um empresário envolvido no certame para se propagar muitas supostas negociatas para abrir caminho para o direcionamento previsto em publicação veiculada no Portal da Cidadania (Clique aqui e entenda o caso).

As informações que percorrem no meio sombrio licitatório revelam que inicialmente haviam algo em torno de treze empresas que participaram da visita técnica, estando essas em condições de participarem do certame previsto para daqui a dois dias. 
E para abrir caminho para o esquema se consumar, a empresa favorita mencionada na publicação acima citada entrou em negociação com dez das doze empresas que participaram com ela da visita técnica.

O caminho encontrado foi o agraciamento com um “bônus” de R$ 12.000,00 para cada empresa que aceitasse desistir do negócio, ainda especula-se que algumas dessas empresas aceitaram sair da empreitada sem receber nada a princípio com a promessa de abocanhar algum lote da licitação em uma possível “quarteirização” do serviço.

O mais inquietante que circulam com esses boatos se deve a um possível fato de dois dos agraciados com o “bônus-desistência” receberam os valores em cheque e não em espécie. 

Parece que o empresário concorrente afoito em garantir a desistência de todos de uma só vez afobou e pagou em cheque de idênticos valores de R$ 12.000,00 com os mesmos destinando ao sul do Espírito Santo.

Como havia dito desde o início, essas informações são de caráter especulativo, elas chegaram até a mim já na quarta pessoa que recebeu as mesmas. 

Porém a fonte de todas essas informações está representando as duas empresas que ainda não desistiram da concorrência, com isso ele está dentro do sistema de negociatas e dentre tantas empresas envolvidas neste negócio, alguma sempre revela para outras o que está de fato acontecendo. Por outro lado esses rumores nos oferece referências que pode-se constatar a veracidade desses fatos. 

Bastando observar o relatório da visita técnica desta concorrência pública para aferir se de fato treze empresas participaram da mesma, e na terça-feira todos podem comparecer na comissão permanente de licitações e conferir se fato teremos apenas três empresas disputando.
Por fim, para constatar se de fato duas empresas desistentes receberam o "bônus" em cheques, fica fácil rastrear as contas relacionadas ao emitente.